Franqueadoras costumam usar contratos padronizados para manter uniformidade entre todas as unidades da rede -- e, de fato, boa parte das cláusulas não é negociável, porque precisa valer igualmente para todo mundo. Ainda assim, existem pontos em que vale conversar antes de assinar.
O que raramente é negociável
Percentual de royalties, obrigatoriedade de seguir manuais operacionais, uso da identidade visual da marca e padrões de produto ou serviço costumam ser fixos para toda a rede -- mudar isso individualmente comprometeria a padronização que justifica o modelo de franquia.
O que pode valer a conversa
Prazo e condições de renovação. Entenda o que acontece ao final do contrato: renovação é automática, depende de nova negociação, ou tem critérios objetivos de desempenho?
Exclusividade territorial. Se o contrato não garante território exclusivo, pergunte por escrito quais são as regras para abertura de novas unidades próximas à sua.
Cláusulas de rescisão e multa. Entenda os cenários em que você pode sair do negócio antes do prazo, e o custo disso -- inclusive obrigações após a saída, como não concorrência.
Metas de desempenho. Alguns contratos preveem metas mínimas de compra ou faturamento, com penalidades em caso de não cumprimento. Vale entender esses critérios com clareza antes de assinar.
Leve um advogado, mesmo em contratos "padrão"
Mesmo sem grande margem de negociação, um advogado especializado em franchising consegue identificar cláusulas de risco, sugerir ajustes pontuais e, principalmente, explicar em linguagem clara o que cada trecho do contrato significa na prática para você.
Peça tempo, não pressa
A Lei de Franquias garante um prazo mínimo de 10 dias entre a entrega da COF e a assinatura do contrato -- use esse tempo de verdade. Se a franqueadora pressiona por uma decisão mais rápida do que esse prazo permite, isso já é, em si, um sinal de alerta.
